27 fevereiro 2007

Sonhos!

Como nossos sonhos são interessantes! Se prestássemos atenção nas mensagens ocultas que eles trazem nas entrelinhas, aprenderíamos mais sombre nós mesmo.
Nos nossos sonhos estão contidos nossos sonhos e medos, nossas frustrações, os nossos pecados mais ocultos e escondidos saem dos seus esconderijos e riem de ou para nós. Nossos receios aparecem de forma tranquila e às vezes divertida ou totalmente absurda que, no final,temos que rir de nós mesmos.
As nossas frustrações deixam de ser frustrações e desejos não contados se tornam simplismente reais.
Então de repente, somos bonitas, elegantes, não precisamos nos preocupar com a balança ou com aquelas gordurinhas infames e mal localizadas que se negam a sumir por mais que a gente se exercite, feche a boa ou deseje simplismente.
Podemos também comprar aquele blazer Armani e vesti-lo para encontrar aquele homem maravilhoso, que não é o nosso marido é claro, ou mesmo encontrar aquele outro homem desejado e proibido e beijá-lo cheio de paixão e luxúria.
Tudo isto dura na realidade alguns segundos que parecem ser uma eternidade.
Então o despertador toca e acordamos sem saber muito bem onde estamos, aí a gente vira para o lado e vê o marido real, mas que apesar do tempo que estamos juntos ainda te sorri e te dá um beijo de bom dia.
Fica difícil voltar a vida real depois de um sonho tão gostoso e intenso, a gene dá uma demorada na cama e fecha os olhos na esperança de poder continuar sonhando mais um pouquinho. Isto até olhar para o relógio e ver que já estamos atrasadas, então levantamos num pulo e fizemos tudo o que temos de fazer meio na pressa, prender o cabelo, fazer uma maquiagem rápida e pegar aquele blazer da C&A que até que é bonitinho, sair e respirar o ar puro da manha e desejar a si mesma: BOM DIA!

Salve 2007!

Ano novo, novas idéias, novas crises! Novas tentativas para uma vida nova ou pelo menos diferente do que foi no ano que terminou!
Depois de cinco semanas caóticas no Brasil (pois todos os meus planos saíram errados), o que salvou foi ter conseguido finalmente tirar a carteira de motorista. Mas além da carteira, o quê mais eu trouxe? A famosa crise da meia-idade! Que horror! Gritei em silêncio para mim mesma. Desgraçadamemte estou na comumente chamada meia-idade! E o que é meia-idade? É uma maneira politicamente correta de dizer que já vivestes a metade ou mais da tua vida, isto é, já estás indo montanha abaixo na curva senóide da vida. E enfrentar esta ida ou escorregada pela montanha abaixo não é nada fácil, não é simplesmente ficar velha, é um caos total! Pelo menos quando a gente se dá conta disso. O quê acontece?
Primeiramente teus hormônios enlouquecem e te enlouquecem junto. Ninguém te aguenta, nem tu mesma. Comigo aconteceu de aparecer uma nova parte da minha personalidade, até então para mim desconhecida, e que até agora não consigo lidar com ela. Levei dez anos fazendo terapia para me conhecer e quando consigo, pronto, aparece esta outra maluca para atrapalhar tudo.
Bem, a essa alturas do campeonato a gente decide levar uma vida saudável, argh! Vou para de fumar, disse para mim mesma. Fantástica idéia, extremamente saudável. Consegui! Vivas para mim mesma! E cumprimentos pela bela idéia que eu tive justamente quando meus hormônios estavam totalmente enlouquecidos e aos dez quilos que engordei. DEZ QUILOS!!!! Se fossem só os dez quilos perfeitamente distribuídos, tudo bem, mas eles se distribuem preferencialmente na barriga e na cintura, formando aquele pneuzinho fantástico que nunca havia existido antes de eu ter tido a fantástica idéia de parar de fumar justamente nesta época da minha vida. E não pensem que esses quilos mal-distribuídos desaparecem, ledo engano, eles ficam ali para toda a eternidade, independente de toda a ginástica que a gente faz, e se fizer lipo e se descuidar eles voltam e com certeza com toda a força.
Continuando a história de vida saudável, começamos a tomar uns remedinhos, todos homeopáticos é claro, para continuarmos saudáveis. Então tem aquele para os calorões, que aparecem e desaparecem ao seu bel prazer e que às vezes nos deixam em situações um pouco desagradáveis. Então tem aquele outro para ajudar a equilibrar alguns dos teus desequilíbrios, aí tem outra pílula para os controlar os famosos radicais livres ( que esqueci totalmente quem são, o que eles fazem e para que servem), outra pílula para a circulação, aquela coisa de varizes, tromboses e a última moda agora em pessoas da nossa idade, com o nosso stress e nossa vida agitada, o tal do AVC.
Vocês pensam que é só isso? Claro que não! Aí vem a hora do banho, e onde está o problema? Está no espelho que tem no banheiro e mostra tudo o que está errado ou o que a gente pensa que está errado. Então começa a sessão de cremes, aquele para o colo e pescoço, aquele outro que faz a gente pensar que vai diminuir a barriga, aquele outro para a bunda e coxas que auxiliam a tua ilusão de terminar com a celulite. E por fim aquele creme com colágeno que a Claudia Schiffer disse que é fantástico contra as rugas do rosto e a gente acreditou nela.
E agora? Depois de todas essas constatações, como ir em frente com esta tal crise da meia-idade sem ficar arrepiada ao ouvir estas palavras?
Bem, de repente, sabe de uma coisa? Eu vou voltar para a terapia!

Esclarecimentos iniciais!

O título “Meu Caldeirão” foi escolhido há muito tempo, só eu não sabia muito bem como usá-lo. Queria que fosse um lugar , um arquivo, um livro, onde eu pudesse colocar minhas idéias. Aí começaram a aparecer os blogs, como eu sou apenas uma usuária da tecnologia computadorística, não sou curiosa e não entendo bulhufas dessas coisas, deixei o tempo passar. Já foram incontáveis as vezes que eu tentei fazer uma homepage e só consegui fazer algo que poderia ser chamado de “rôme peidge”, mas dessa vez consegui, pelo menos acho que sim, vamos ver como é que fica.
Mas voltando ao nome, esse nome não tem nada a ver com bruxaria, antiga ou moderna, tradicional ou familiar, mas sim tem a ver com o lado bruxa que toda a mulher tem, umas mais aflorado outras menos, mas toda a mulher tem algo de bruxa, isso tem. Não no sentido de fazer feitiços ou encantamentos, mas no sentido de fazer da sua vida um ato de magia constante. Bem, também para quem não me conhece pessoalmente, minha cabeca às vezes é um caldeirão totalmente em ebulição, e sobre essas ebulições foi que eu resolvi escrever e compartilhá-las com diversas pessoas através do meu caldeirão virtual.